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Wednesday, May 24, 2006

Serenity (2005)

Classificação: 7,5

Género: Acção / Ficção Científica

Argumento: A tripulação de Serenity aceita qualquer trabalho, mesmo que não seja exactamente legal. Malcolm Reynolds, o capitão, estava do lado dos vencidos de uma guerra galáctica, e agora tem a sua nave chamada Serenity e a sua tripulação leal: Zoe, a segunda no comando e a sua maior aliada, Wash, o piloto e marido de Zoe, Kaylee, o mecânico e Jayne. Quando Malcolm aceita dois novos passageiros, um jovem médico e a sua irmã instável ele recebe muito mais do que aquilo que pediu... os dois são fugitivos da Aliança, o conglomerado que controla a galáxia.

Comentário: Realizado e escrito por Joss Whedon, o criador de séries como "Angel" e "Buffy the Vampire Slayer", este filme baseia-se noutra série, "Firefly", que apenas teve direito a uma season tendo sido abandonada pela FOX. Pelo que percebi dos comentários que li na net, apesar de ter tido apenas a duração de um ano, a série captou uma série de fãs devotos, especialmente aqueles que já apreciavam os trabalhos anteriores de Joss Whedon.

Incentivado pelos elogiosos comentários destes fãs ao filme, decidi então ver o filme e a verdade é que não me arrependi. O primeiro aspecto que me chamou a atenção no filme foi o elenco de actores, desconhecidos para mim, e que me pareceram um pouco “tenrinhos”. No entanto, acho que até este aspecto acaba por contribuir para a qualidade do filme, onde o que sobressai é a natureza das relações humanas e a genuinidade dos sentimentos entre as pessoas. Ao contrário do que acontece frequentemente no cinema (especialmente de ficção científica), o filme não pretende traçar uma distinção clara entre o “bem” e o “mal”, o que não deixa de ser uma surpresa agradável, obrigando-nos a pensar um pouco.

Destaco igualmente no filme a qualidade dos diálogos, por vezes com toques de comédia absolutamente geniais.

Sugiro o filme para os apreciadores de Star Wars, pois tem semelhanças indesmentíveis e não há como não nos voltarmos a lembrar do saudoso Han Solo.

Monday, February 21, 2005

Eternal Sunshine of a Spotless Mind (2004)



Classificação: 9.0

Género: Drama/Romance/Ficção Científica

Argumento: "You can erase someone from your mind"; "Getting them out of your heart is another story".

Comentário: Este filme é um hino ao amor ou uma sinfonia ao ser humano enquanto individuo imperfeito. Sim, Charlie Kauffman preferiu escrever sobre pessoas vulgares, cheias das imperfeições do dia a dia, em vez de versar na habitual ladainha dos bons contra os maus, os perfeitos e os imperfeitos. Como na vida aqui não há nada disso. Há pessoas que estão desorientadas, perdidas, que precisam de uma bussola. E quando nenhuma lhes surge diante dos olhos preferem apagar tudo a digerir os momentos menos bons da sua vida, as estórias infelizes, os momentos que nunca deviam ter existido. É essa a premissa do argumento de Kauffman. E é também, como o leitor deve saber, a premissa da vida!
A escolha dos actores para as diversas personagens não podia ter sido melhor. Jim Carrey no papel de Joel Barish obtém o melhor desempenho da sua carreira (apesar das boas actuações nos filmes “The Mask” e “Dumb and Dumber”). No entanto, os bons desempenhos não se limitam a Jim mas também a Kate Winslet, Kirsten Dunst. Destaco também os efeitos especiais - nota-se aqui a influência de um homem como Gondry que conhece bem os meandros dos videoclips e da direcção artistica - que são importantes para dar uma dinâmica visual ao filme, mas o que de facto nos prende é a relação amorosa que precorre todo o filme.
“Eternal Sunshine of a Spotless Mind” é um filme estranho mas belo, diferente, cheio de emoções e tocante.
Na minha opinião, é um autêntico filme de cinema, com certeza um dos melhores filmes de 2004, uma obra-prima. É o que dá juntar o génio de Charlie Kauffman e a visão imagética do francês Michel Gondry. Duas visões que se completaram para fazer um dos filmes mais belos e poéticos dos últimos anos. Uma verdadeira preciosidade cinematográfica.
A par de Finding Neverland, o melhor filme já comentado aqui no blog à data de hoje.
Para quem gosta de cinema, é um filme obrigatório.

EM