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Monday, September 17, 2007

A mighty heart (2007)



Classificação: 8,5


Género: Drama


Argumento: 23 de Janeiro de 2003, o mundo de Mariane Pearl mudou para sempre. O seu marido Daniel, repórter destacado pelo Wall Street Journal e raptado no Paquistão, é decapitado por extremistas frente a uma câmara. Esta é a história de Mariane, grávida de seis meses, na sua corrida contra o tempo para encontrar Daniel. Quando finalmente é confrontada com o pior, Mariane dá início à escrita da sua história de investigação e revolta.


Comentário: Há algum tempo que não comentava aqui um filme. Se a principal razão foi a falta de tempo, também é verdade que os últimos filmes que vi não me impressionaram de todo (excepção para o filme "Os Simpsons" que recomendo). Este filme retrata a estória real do rapto de um jornalista americano (Danny Pearl) no Paquistão e das tentativas de salvamento. Gostei bastante da forma como o filme conduzido (parabéns ao director e contributo igualmente de Brad Pitt enquanto produtor). Embora a estória seja conhecida por a maior parte das pessoas (os factos aconteceram no ano 2002, poucos meses depois do acontecimento de 11 de Setembro), a crua realidade e desespero da família envolve o espectador emocionalmente. Angelina Jolie actua bastante bem assim como o restante conjunto de actores mais secundários. Gostei também as várias imagens da cidade de Carachi (maior cidade do Paquistão com 10,9 milhões de habitantes - note-se que a capital é Islamabad).

Thursday, August 23, 2007

The Last King of Scotland (2007)

Classificação:7

Género: Drama/ Acção

Argumento: Em 1971, o presidente do Uganda, Milton Obote, é deposto por um golpe de estado que coloca no poder o General Idi Amin, um homem com grandes aspirações pessoais para o seu país, mas que viria a revelar um perigoso ditador e cujo regime, que durou até 1979, produziu cerca de 300.000 mortes.

Comentário: Is it just me ou está a tornar-se cada vez mais difícil contar histórias de uma forma original. Neste caso específico, até se pode argumentar que a história de Idi Amin no Uganda pode facilmente aplicar-se a uma série de outros países africanos e daí esta previsibilidade da história.

Pensando bem, talvez associada a essa previsibilidade exista também uma certa revolta, por não conseguir perceber como a comunidade internacional permite (incentiva?) que este tipo de situações aconteça repetidamente.

Quanto aos actores, não tenho dúvidas de que o Óscar de melhor actor foi bem entregue a Forest Whitaker, que nos consegue ajudar a perceber como pode ser fácil acreditar nas boas intenções de um ditador, ao mostrar o seu lado mais humano e até mesmo sedutor, mas nunca deixando completamente de parte o lado feroz, até mesmo aterrador. James McAvoy foi uma surpresa muito agradável.

Monday, August 20, 2007

Zodiac (2007)

Classificação: 6

Género: Drama / Thriller

Argumento: Com base num caso veridico dos anos 60 e 70 e no livro de Robert Graysmith, este filme conta a historia de um assassino em serie da Baia de Sao Francisco que envia diversas cartas para jornais e para a policia com pistas sobre os seus crimes. A accao segue em torno dos diversos policias que tentam desvendar o caso e de um cartonista de um dos jornais que fica obcecado em descobrir a verdade.


Comentário: O realizador deste filme, David Fincher, e o mesmo de Seven ou Fight Club e portanto as expectativas eram altas. Acresce que a maioria das criticas sao tambem muito poisitivas e o filme foi mesmo nomeado para o Festival de Cannes contando com a presenca de Jake Gyllenhaal.


Contudo apesar de ter uma historia interessante de um assassinio quase perfeito com algumas boas cenas, o filme peca por ser demasiado longo tendo algumas partes sem grande interesse, o que me fez estar ansiosamente a espera do fim. Talvez por estar a espera de algo melhor confesso que fiquei um pouco decepcionada.

Tuesday, April 10, 2007

Little Miss Sunshine (2006)

Classificação: 8

Género: Comedia / Drama

Argumento: Olive, uma miuda com apenas 7 anos, tem o sonho de ganhar o concurso de Little Miss Sunshine, motivo pelo qual convenca toda a familia a percorrer kilometros ate a California no seu velho autocarro. Apesar de tudo ela consegue juntar todos os membros da sua familia disfuncional e partem juntos para a aventura.


Comentário: Apesar de ser bastante simples em termos de efeitos visuais ou de clichés, essenciais nos dias que correm, este filme esta muito bem conseguido.

Tendo como pano fundo a viagem ate ao concurso de beleza, pelo caminho a família acaba por lidar com sonhos antigos, corações partidos e uma carrinha avariada. Uma viagem aluciante que os obriga a repensar no seu modo de vida e na importancia da familia.

O filme ganhou em 2007 o Oscar de Actor Secundario para Alan Arkin e o Globo de Ouro para melhor filme, entre outros premios, e esteve ainda nomeado nos Oscares para Filme do Ano e Melhor Actriz Secundaria.

Diamante de Sangue (2006)



Classificação: 6,5

Género: Acção/ Drama

Argumento: Tendo como cenário a Serra Leoa, é relatada parte da história sobre a “indústria” dos diamantes de sangue, diamantes obtidos através da escravatura e num contexto de guerra civil e de anarquia total.

Comentário: Ainda que o filme já tenha estreado há algum tempo e muito se tenha escrito sobre ele, tenho alguns comentários que julgo relevantes, ainda que não constituam propriamente a “descoberta da pólvora”.

Na minha opinião, o filme divide-se em 2 partes claramente distintas. Na 1ª parte, assistimos às atrocidades a que é sujeita a população da Serra Leoa, vítima de um governo incapaz e de grupos rebeldes que tiravam partido dessa incapacidade na busca dos referidos diamantes.

Baseado em relatos reais, até aqui o filme está muito bom, com uma dinâmica muito positiva e assentando em desempenhos fabulosos de Djimon Hounsou e, sobretudo, de Leonardo DiCaprio.

Contudo, na 2ª parte do filme, à medida que a personagem de Jennifer Connelly vai aumentando o protagonismo, o tom moralista do filme vai ganhando destaque e a meu ver isto era completamente desnecessário. Acho que quase todas as pessoas são suficientemente inteligentes para perceber que o que está a ser retratado está profundamente errado, sem que para isso seja necessário que haja ali uma voz da consciência a expressar isso por palavras.

Como se isto não fosse suficientemente mau, os meus piores receios foram confirmados quando o filme entra no campo dos clichés hollywoodescos e a jornalista moralista se começa a apaixonar justamente pelo alvo das suas maiores críticas. (mulheres que lêem este blog, apelo pff para que confirmem que este tipo de atracção é completamente estúpido e inverosímil!)

Desta forma, um filme que tinha todo o potencial para ser excelente acaba apenas por ser razoável.

No caso de querem ler algo mais sobre um problema que continua a afectar gravemente o continente africano, deixo-vos os seguintes links:

Tuesday, January 23, 2007

Apocalypto (2006)

Classificação: 8

Género: Acção/ Drama

Argumento: “A great civilization is not conquered from without until it has destroyed itself from within”

Comentário: A afirmação anterior pertence ao historiador Will Durant e é com ela que tem início o filme, que pretende retratar os tempos do declínio da civilização Maia, antes da chegada dos espanhóis.

Antes de mais, quanto à propalada violência que supostamente caracteriza o filme, de facto existem cenas um pouco impressionantes mas mais do que julgar essas cenas por si só penso que é importante avaliar qual o valor acrescentado que trazem ao filme. Por oposição a filmes como Saw ou Hostel, onde a violência é completamente gratuita (não me entendam mal, eu sou grande fã dos três filmes do Saw mas compreendo perfeitamente que haja quem não goste), aqui a violência tem efectivamente um papel importante a desempenhar, ilustrando a barbaridade dos actos levados a cabo.

Como li há pouco num comentário ao filme, se não fosse pela violência que vemos no ecrã, esta até podia perfeitamente ser uma história produzida pela Disney (ok, é um grande “se”). O que quero dizer é que a história de um homem que, contra tudo e contra todos, luta para salvar a sua família, não tem muito de novo.

O que há realmente de novo no filme é o cenário, sendo ele a civilização Maia. Não querendo agora discutir sobre a sua aderência à realidade (prometo que vou pesquisar e brevemente irei escrever acerca do resultado da minha pesquisa, mas aqui), o que é certo é que é criado todo um cenário (pessoas incluídas) que torna muito fácil de acreditar no que se está a ver, ao ponto de chegarmos a ser, de certa forma, “transportados” para uma realidade que nada tem a ver com a nossa.

O filme deixa também no ar algumas questões importantes. Se num primeiro instante nos deixa a pensar como é que é possível que pessoas da mesma raça cometam tamanhos actos uns contra os outros, num instante seguinte, também podemos questionar se as últimas guerras e as que acontecem actualmente serão assim tão diferentes.

Uma nota final para os actores: havendo o requisito do filme ser integralmente falado no dialecto dos Maias daquela região, o Yucatec, muitos dos actores não tinham qualquer experiência prévia de interpretação cinematográfica. Para primeira vez, acho que não se saíram mesmo nada mal

Tuesday, December 26, 2006

Cinderella Man (2005)


Classificação: 8,5

Género: Acção/ Drama

Argumento: Nos anos 20, James Braddock (Russell Crowe) era uma promessa no boxe, mas a combinação de um ferimento grave na mão com a derrota no combate contra Tommy Loughran acabou com a sua carreira. Durante a Grande Depressão, Braddock acaba a trabalhar nas docas de Nova Iorque para sustentar a mulher, Mae (Renée Zellweger), e os três filhos. Desesperado por dinheiro, Braddock procura o antigo treinador e agente, Joe Gould (Paul Giamatti), que lhe arranja um combate contra John Griffin, começando aí a produzir-se uma grande história.

Comentário: Com nomeações para melhor actor secundário nos Óscares e Globos de Ouro (Paul Giamatti) e outra para melhor actor nos Globos de Ouro (Russel Crowe), parece-me que este filme merecia outro tipo de reconhecimento.

Baseada em factos reais, a história está extremamente bem contada, para o que contribui um Russel Crowe ao seu melhor estilo e um Paul Giamatti que parece ter sido feito à medida de certos tipos de papéis, onde se inclui nomeadamente este. Pena é a falta de protagonismo de Renée Zellweger, que acaba por cair um pouco no limitado estereótipo de dona de casa dedicada, sem grande margem para brilhar.

Reconhecidamente, o filme tem início de uma forma um pouco enfadonha mas à medida que se sucedem os combates de boxe, somos rapidamente embrenhados na história, à boa maneira de um dos melhores Rocky’s.

Uma palavra ainda para o cenário do filme, a Grande Depressão no início dos anos 30 nos EUA., fornecendo imagens que podem ajudar a compreender as dificuldades extremas sentidas na altura.

Sunday, October 29, 2006

Monsoon Wedding (2001)


Classificação: 8

Género: Comédia / Romance/ Drama

Argumento: Na estação das monções, uma família da classe média alta de Nova Deli prepara o casamento da sua filha com um engenheiro indiano a viver na América. Este é um casamento arranjado pelos pais e para o evento as duas famílias vão se encontrar praticamente pela primeira vez, vindo membros de todos os cantos do mundo. O filme centra-se nos quatro dias antecedentes ao casamento, envolvendo toda a organização, misturando um estilo de vida bastante moderno com tradições antigas, mostrando o estilo de caos organizado indiano, com muita alegria e muita música.

Comentário: À falta de cinema, de vez em quando vou vendo algum DVD e um pouco por acaso este filme veio-me parar às mãos. Todavia fiquei agradavelmente surpreendida por me permitir perceber o estilo de vida Indiano, ou pelo menos em Nova Deli, a forma como as famílias se relacionam, os seus valores e a sua alegria de viver.

Um pouco no estilo de filmes de Bollywood e sendo quase uma cópia de uma série de filmes americanos do género “O pai da noiva”, este filme tem imenso romance, um pouco de drama familiar, e umas personagens cómicas muito engraçadas, como Dubey, o organizador do casamento. Temos o drama da noiva em saber se quer casar, misturando um ex. namorado e um possível escândalo familiar, o nervosismo do pai em ficar sem a sua filha, a mãe da noiva a tentar acalmar o pai e ainda segredos de família finalmente desvendados.

A realizadora tenta recuperar as características próprias desta cultura, abordando temas universais como a importância da família, do amor e da vida. Apesar de bastante leve é sem dúvida um bom filme, onde no final ficamos a conhecer mais um pouco de uma nova cultura e pensamos que no final somos até bastante parecidos, vivendo nesta aldeia global!

Realço decididamente a banda sonora e as cenas de dança fantásticas.

Tuesday, October 17, 2006

The Piano (1993)

Classificação: 10,0

Género: Drama/Romance

Argumento: Jane Campion's Oscar-winning movie follows Ada (played by Holly Hunter), an immigrant to the New Zealand outback and an arranged marriage, who has not spoken for years and lives her life through the sound of her piano. Her husband (played by Sam Neill) is a man without much understanding, who tries to break the connection between his new wife and her piano; in contrast to him is the wild illiterate Baines (played by Harvey Keitel), a tattooed loner, who reaches into Ada's soul and helps her to regain contact with her emotions and ultimately, her voice too.

Comentário: O filme tem efeitos visuais excelentes e uma boa sonora que encaixa na perfeição com os vários elementos do filme. Anna Paquin desempenha um dos seus primeiros pápeis no cinema arrecando o óscar de actriz secundária (ela está simplesmente brilhante!). Recomendo e leva a pontuação máxima!

Friday, October 06, 2006

Volver (2006)

Classificação: 7,5

Género: Drama

Argumento: Três gerações de mulheres sobrevivem ao vento quente, ao fogo, à loucura, à superstição, e até mesmo à morte, à base de bondade, de mentiras e de uma vitalidade sem limites. São elas Raimunda (Penélope Cruz), casada com um operário a viver do subsídio de desemprego e uma filha adolescente (Yohana Cobo), Sole (Lola Dueñas), a sua irmã, que ganha a vida como cabeleireira, e a mãe de ambas (Carmen Maura), morta num incêndio, juntamente com o marido. O fantasma da mãe regressa à terra para ajudar primeiro a sua irmã e depois Sole, embora com quem tenha deixado importantes assuntos pendentes tenha sido com Raimunda e com a sua vizinha da aldeia.

Comentário: Almodóvar volta a dedicar um filme quase exclusivamente às mulheres, à sua dor mas simultaneamente à sua força, depois de terem sido abandonadas por homens.

E com que actrizes conta ele para desempenhar o papel dessas mulheres! Penélope Cruz e companhia estão simplesmente irrepreensíveis. Devo confessar que nem sequer sou grande fã da Penélope mas acho que não há maneira de não ficar impressionado. A conclusão a que se chega é que a senhora fica uns furos abaixo do que é capaz sempre que entra num filme em que tem que falar a língua do Reino de Sua Majestade.

Quanto ao filme propriamente dito, pode-se dizer que obedece a um certo padrão de Almodóvar, mantendo quase sempre o mesmo ritmo, não existindo um final em clímax à boa maneira americana. A desvantagem é a de haver um certo sentimento de frustração no final, não havendo aquele sentimento de “closure”. A vantagem é que sempre constitui uma lufada de ar fresco face à fórmula do costume.

Uma nota final para as pitadas de comédia ao longo do filme, que vão aligeirando o drama, com especial ênfase para os beijinhos sonoros que as senhoras dão umas às outras.

P.S. Pensei que tinha sido problema do cinema a que fui, mas dado que já li vários comentários com a mesma queixa, parece existir um problema com o som do filme, que dá ideia de ter sido todo gravado a posteriori e mal sincronizado.

Wednesday, July 19, 2006

Hard Candy (2005)


Classificação: 8

Género: Thriller/ Drama

Argumento: Ao fim de 3 semanas a falar pela internet, uma rapariga de 14 anos e um fotógrafo de 32 anos decidem encontrar-se. E aí, nem tudo o que parece é...

Comentário: Um dos comentários que li antes de ver o filme dizia que este é daqueles filmes que vale a pena ver com o mínimo de informação possível. Escusado será dizer que esta foi a última frase que li acerca do filme antes de o ver.

Visto o filme, concordo plenamente que se tira maior partido da experiência se formos ao desconhecido. Assim sendo, vou tentar não ser demasiado revelador no comentário que se segue. Aviso apenas que o filme pode ser um pouco perturbador.

A temática do filme não podia ser mais actual, tratando dos chats on-line e dos potenciais perigos associados. Apesar da diferença de idades entre as 2 personagens principais (e quase únicas) do filme, quando se encontram, começam imediatamente os jogos de sedução. Contra todas as regras do bom-senso, Hayley (Ellen Page) decide acompanhar Jeff (Patrick Wilson) a sua casa, local onde se desenrolará toda a acção.

Ao longo do filme, não sabemos quais as motivações de Hayley nem a extensão dos actos de Jeff. Não sabemos também quem está a falar a verdade (ainda que desconfiemos) o que nos prende ainda mais à narrativa.

Na sua estreia como realizador, David Slade opta sobretudo pelo terror psicológico, em detrimento do visual, e fá-lo com grande mestria, explorando ao máximo as emoções humanas. A extrema intensidade do filme é ao mesmo tempo temperada com pitadas de humor absolutamente deliciosas, o que sempre vai permitindo que recuperemos o fôlego.

Quanto aos actores, Ellen Page está quase brilhante no papel de uma Lolita irresistível (com 17 anos à data do filme), fazendo uso do seu poder de sedução, deliciando-se com o seu domínio sobre um homem adulto, lisonjeada com as suas atenções e julgando-se, arrogantemente, acima de tudo. Patrick Wilson está igualmente bem, no papel de um homem charmoso, consciente da estranheza da situação (dada a diferença de idades), mas mantendo a dose certa de perturbante mistério. Destaco a forma como expressa as suas emoções, de uma forma impressionantemente credível.

Sem dúvida um filme intenso e perturbador, a ver.

Thursday, May 25, 2006

Paradise Now (2005)

Classificação: 8

Género: Crime / Drama

Argumento: O filme conta a historia de dois amigos de infância, Said e Khaled, que vivem na Palestina e no final de um dia normal são informados que foram os escolhidos para executarem um ataque suicida em Israel, no dia seguinte, sendo a primeira operação da organização terrorista a que pertencem em dois anos. Contudo os eventos não decorrem como esperado e entretanto os dois amigos tem de se separar. Um mantém o desejo de executar o ataque mas o outro começa a duvidar.


Comentário: Este foi o primeiro filme da Palestina a ser nomeado para os prémios da Academia. Entre outros prémios este filme recebeu o prémio para melhor Realizador dos Prémios do Cinema Europeu (2005) e esteve nomeado para melhor filme estrangeiro nos Óscares em 2005.

O filme mais parece um documentário pela forma como está filmado. Em todo o caso mostra-nos a perspectiva de dois terroristas, tentando explicar as suas motivações e os dilemas pelos quais poderão passar. É interessante ver a sua evolução ao longo do filme, a reacção das famílias e da sociedade. Podemos ainda conhecer um pouco melhor o país e os seus hábitos.

Este filme é em árabe, pelo que é importante que se veja com legendas.

Wednesday, May 24, 2006

Orgulho e Preconceito (2005)




Classificação: 8,5

Género: Romance/Drama

Argumento: “Pride and Prejudice” conta a história da família Bennet, uma família da pequena burguesia inglesa, com cinco filhas para quem a única opção de carreira é o casamento. O património da família só pode ser herdado pela descendência masculina, o que faz com que o legítimo herdeiro seja um primo afastado. Assim, o casamento das filhas é a maior preocupação e ambição da vida da senhora Bennet. A oportunidade para “despachar” uma das suas cinco filhas surge quando um jovem solteiro e abastado ocupa uma propriedade na região, trazendo consigo um amigo igualmente rico. Mas os planos de Mrs. Bennet não vão correr como esperado e antes do final feliz as personagens vão ter de aprender a lidar com o orgulho de uns e o preconceito de outros.

Comentário: Realizado por Joe Wright, este filme baseia-se no livro mais popular de Jane Austen, romancista inglesa do século XIX. Não conheço as versões das séries televisivas nem as versões de cinema anteriormente feitas. Adicionalmente, não li o livro. O meu comentário limita-se, portanto, ao filme e versão mais recente e não em comparações ou na adaptação do livro.

De "Pride and Prejudice" destaco, em primeiro lugar, a qualidade do elenco, composto por veteranos já com créditos firmados (Judi Dench e Donald Sutherland) e actores mais jovens mas também com grandes interpretações (Keira Knightley, Matthew Macfadyen, Simon Woods e Tom Hollander). De salientar, estão Keira Knightley e Donald Sutherland. Ambos estão fantásticos.

Para além disto, o filme possui excelente fotografia e a banda sonora é de grande qualidade. Destaco, igualmente, os diálogos bem escritos.

Esta conjugação de elementos compensa ocasionais deslizes do filme e a previsibilidade do argumento.

Considero uma boa opção para quem gosta do género.

Thursday, March 16, 2006

Coisa Ruim (2006)

Classificação: 7,5

Género: Drama/ Thriller

Argumento: Uma família herda uma mansão numa aldeia no interior de Portugal e muda-se para lá. Desde os primeiros dias esta família urbana enfrenta dificuldades para se estabelecer e conviver nesta vila interior que representa o Portugal profundo e ruralizado cheio de mitos e lendas.

Comentário: Este filme é provavelmente dos melhores filmes portugueses que já vi. Partilha o tema com filmes como o The Others e Sixth Sense, embora seja mais semelhante ao primeiro. Este filme vai decerto agradar aos fãs deste género…

Coisa Ruim (que em inglês será Bad Blood) foge ao urbanismo presente na maioria dos filmes portugueses e centra-se nas crenças e lendas presentes na memória colectiva destes povo perdidos no Portugal profundo. Estas crenças de amaldiçoamentos e exorcismos são ao longo do filme contrapostos ao racionalismo urbano, possuindo uma explicação científica para todos os factos, até que se começam a ver envolvidos por estes…

A existência de espíritos perdidos que pairam sobre a terra até irem para outro mundo, ou por terem contas a ajustar ou porque deixaram algo por fazer é novamente questionada. Eu pessoalmente acredito em espíritos e vocês....

Monday, February 27, 2006

Syriana (2005)

Classificação: 8,5
  • Género: Drama/ Thriller
Argumento: Num país do Golfo Pérsico, o reformista príncipe Nasir quer acabar com as ligações privilegiadas com os E.U.A. na venda de petróleo e passar a vender à oferta mais elevada. Este é um rude golpe nos interesses instalados, nomeadamente na empresa texana de Jimmy Pope (Chris Cooper). O agente da CIA Bob Barnes (George Clooney), prestes a reformar-se, tem como última missão assassinar o príncipe e garantir assim que os laços com os norte-americanos se mantêm...

Comentário: Dificilmente o filme poderia ser mais actual, tendo como cenário central as empresas petrolíferas norte-americanas, a corrupção e o terrorismo.

A primeira hora do filme bombardeia-nos com informação, sem nos serem dadas grandes explicações e assumindo que estamos todos +/- a par do que se tem vindo a passar no Médio Oriente. Isto exige de facto um grande esforço por parte de quem está a ver o filme. Estejam descansados porque na segunda parte, as coisas tornam-se bastante mais claras e as peças do puzzle acabam por fazer sentido.

Desengane-se quem, como eu, estiver à espera de distinguir facilmente os good guys e os bad guys porque neste filme são todos maus. E por falar nesta dicotomia, o filme dá-nos mais uma vez um exemplo de que os nossos amigos (good guys?) todo-poderosos americanos estão por vezes dispostos a esquecer o enunciado objectivo de “paz na terra” em nome dos seus interesses económicos.

Achei particularmente interessante a parte do filme que nos descreve o percurso de dois jovens paquistaneses e a forma como são atraídos para o terrorismo islâmico. Talvez a descrição feita seja demasiado simplista, o que não ajuda à sua credibilidade, mas num filme em que esta é apenas uma parte da história central, era difícil fazer melhor.

Aliado ao bom argumento estão bons desempenhos dos actores, ainda que todos num registo um pouco secundário. Penso que é precisamente o facto de terem direito a poucos minutos de exposição no ecrã que dá mais valor ao seu desempenho pois nestes poucos minutos conseguem efectivamente ser convincentes e dar alguma profundidade às suas personagens.

Curiosidade: não tendo percebido o título do filme investiguei e pelo que percebi Syriana é um termo usado em Washington para descrever um Médio Oriente reformulado e reestruturado segundo a ideologia ocidental. Apropriado.

Tuesday, January 10, 2006

Match Point (2005)

Classificação: 8,5

Género: Drama, Thriller

Argumento: Um ex-jogador de ténis encontra uma rapariga da classe alta inglesa com quem acaba por casar. Quando inicia um affair com a cunhada, tudo se complica...

Comentário: Segundo as criticas é o melhor filme do Woody Allen em 10 anos. Com efeito, este Match Point sai completamente do registo light/cómico que este realizador nos tem habituado nos ultimos anos (a que não será alheio o facto de não participar como actor no filme).
A título pessoal, tenho gostado bastante dos ultimos filmes do Woody e este, apesar de diferente, não deixa de ser igualmente muito bom. Gostei dos detalhes relativos à alta sociedade em Inglaterra e do final do filme que é totalmente fantástico e inesperado.
A banda sonora, como sempre, é excelente e apropriada aos diversos momentos do filme (especial atenção para o climax). Aqui o habitual Jazz é substituido por ópera.
Para terminar, desculpa lá Alexandre, mas a Scarlett, mais gira que nunca, é minha!

Sunday, January 08, 2006

King Kong (2005)


Classificação: 7,5

Género: Acção, Aventura, Fantasia, Drama

Argumento: Um realizador e a sua equipa vão para uma ilha misteriosa para filmar, quando descobrem que a besta legendária da ilha existe mesmo. Os problemas começam quando os nativos da ilha capturam a actriz principal como sacrifício para o monstro, King Kong. Assim, a equipa de filmagem aventura-se na selva da ilha para encontrar e capturar a criatura.

Comentário: Não conheço a versao original do King Kong pelo que a minha crítica baseia-se apenas neste remake de Peter Jackson (realizador de "Lord Of The Rings"). A minha apreciação geral é positiva. Gostei do filme e incrivelmente as 3 horas do filme passaram sem me aperceber totalmente. No entanto, detalhando mais a análise há que dizer que este filme tem excelentes momentos mas também tem imensos pontos onde se pode criticar. Dado isto, aqui vai uma espécie de resumo:

Aspectos Positivos

Cenas de acção do filme (feitas brilhantamente e que dão um dinamismo ao filme que impede qualquer um de adormecer apesar das 3 horas de filme);
Desempenho de Jack Black como Carl Denham - realiazador (oferece-nos grandes momentos de comédia);
Desempenho de Naomi Watts como Ann Darrow - nova-iorquina capturada pelos nativos da Ilha da Caveira e oferecida a King Kong;
Personagem de King Kong (muito bem feita);
Nativos da Ilha da Caveira (simplesmente excelente. aterrorizantes mas que me fizeram rir e rir. muito bom).

Aspectos Negativos

Cenas completamente irreais, todas praticamente (algumas de tal forma irreais que entram no mundo da comédia e aí divertem-nos) - cavalgada de Jurassic Park (Grandes Dinossauros a fugir de pequenos de Dinossauros, sendo que estes últimos acabam por levar uns pontapés valentes e incriveis, dignos de um jogo de computador, de alguns elementos da equipa de resgate de Ann Darrow); luta de King Kong vs Jurassic Park (Dinossauros), luta entre a equipa de resgate de Ann Darrow vs Jurassic Park (animais bem assustadores e divertidos), resgate de Ann Darrow por Jack Driscoll Adrien Brody (Perestrello no seu melhor: Como é que possível????); e muitas outras;
Personagens desempenhadas por Evan Parke e Jamie Bell, respectivamente Hayes e Jimmy (qual o interesse destes dois pápeis? muito mau).
Cenas Titanic, Lord of The Rings, Jurassic Park e outras à mistura (daqui surgem aspectos positivos e negativos).

No geral, quem quiser se divertir aconselho a ir ver o filme. Agora, dificilmente sairão de lá sem críticas.

Monday, December 19, 2005

Proof (2005)


Clasificação: 6

Género: Drama

Argumento: Catherine (Gwyneth Paltrow), a filha de Robert (Anthony Hopkins), um matemático brilhante mas mentalmente perturbado (recentemente falecido) é perseguida pelo passado do pai e pelo medo do futuro, temendo que a insanidade do pai possa ser hereditária. Na véspera de celebrar os seus 27 anos, depois de ter passado os seus últimos anos a cuidar do pai, ela tem de lidar não só com a chegada da sua irmã, mas também com um ex-aluno do pai que espera encontrar nos 103 cadernos de apontamentos de Robert algum trabalho que possa mudar a história da Matemática.

Comentário: Neste filme explora-se os elos de união entre genialidade e loucura e as delicadas relações entre pai e filha, mostrando um pouco o universo matemático. Todavia o filme nunca deixa de lembrar uma peça de teatro, falhando a transposição cinematográfica. O filme está repleto de inúmeros flashbacks, alguns deles sem uma ligação coerente. Destaco sem qualquer dúvida o desempenho de Paltrow, bastante mais interessante que o próprio filme, que se caracteriza por inúmeras cenas vulgares.

MC

Saturday, December 10, 2005

Big Fish (2003)


Classificação: 9,5

Género: Drama/Comédia/Fantasia

Comentário: Edward Bloom sempre foi um homem apaixonado e de uma extraordinária imaginação. Desde muito jovem que contas estórias surpreendentes da sua vida, que fascinam todos em seu redor, mas a sua fantástica existência representava um mistério para o seu próprio filho William que, preocupado com a saúde e idade de seu pai tenta descobrir a verdadeira história, separando os factos da ficção e o homem do mito.

Comentário: Da imaginação do realizador Tim Burton, «Big Fish» é um conto surpreendente onde a realidade se confundem numa aventura tão grande como a própria vida. «Big Fish» é uma enorme homenagem à capacidade do sonho transformar a vida. Para além do argumento excelente, o filme prima pelos excelentes dialógos, pela profundidade das personagens e pela boa fotografia. Para mim é sem dúvida uma obra-prima. Está na lista dos meus filmes favoritos.


EM

Thursday, November 24, 2005

In her shoes (2005)


Classificação: 7

Género: Comédia/Drama

Argumento: Maggie (Cameron Diaz) e Rose (Toni Collette) são 2 irmãs totalmente diferentes mas muito próximas. Maggie é irresponsável e incapaz de manter 1 emprego por muito tempo, tem como principal trunfo a sua beleza. Rose é uma advogada bem sucedida, com falta de auto-estima e uns quilos a mais.
Na sequência de um sério desentendimento entre as duas, Maggie descobre a avó materna (Shirley MacLaine) que julgavam morta. Graças a esta descoberta as irmãs voltam a aproximar-se e ultrapassam alguns dos seus problemas e frustrações.

Comentário:Este filme pode parecer apenas mais uma comédia romântica dirigida ao público feminino mas penso que é bastante mais do que isso.
A história consegue prender a atenção durante todo o filme, alternando entre momentos realmente cómicos e momentos dramáticos mas nunca sendo demasiado lamechas.
As actrizes principais têm um bom desempenho principalmente Toni Collette. Cameron Diaz tem aqui um papel mais exigente em termos de representação do que o habitual e consegue dar conta do recado razoavelmente bem. De destacar, também, todo o elenco sénior, com Shirley Maclaine à cabeça, que protagoniza alguns dos momentos mais divertidos do filme.

Conclusão: vale o dinheiro do bilhete e proporciona uns momentos bem passados.

RD