Wednesday, December 28, 2005

Top 10 - Alex

1- Trainspotting
2- Kill Bill Vol. 1
3- Sin City
4- Shakespeare in love
5- Crash
6- The Others
7- Snatch
8- LA Confidential
9- The Notebook
10- Minority Report

À semelhança dos meus colegas, também não pretendo atribuir qualquer ordem a esta lista.

Top 10 - Edgar

1. Requiem for a Dream
2. Saving Private Ryan
3. Forrest Gump
4. Memento
5. Dead Poet Society
6. Shakespeare in Love
7. Cidade de Deus
8. Big Fish
9. Jerry Maguire
10. The Godfather

Sem qualquer atribuição de ordem, esta é a minha lista.

Top 10 - Gonçalo

Top 10 - US

1. Fight Club
2. Seven
3. O Jogo
4. Raíz do Medo
5. Vanilla Sky
6. Wall Street
7. Magnolia
8. Sleepers
9. Minority Report
10. Memento

Top 10 - Europa

1. Diarios de Che Guevara (Internacional)
2. Snatch – Porcos e Diamantes (UK)
3. Residência Espanhola (FRA)
4. O Fabuloso Destino de Amélie Poulain (FRA)
5. Ronin (UK)
6. Love Actually (UK)
7. Trainspotting (UK)
8. In the Name of the Father (UK)
9. Michael Collins (IRE)
10. About a Boy (UK)


-Deixo-vos com dois tops, para não esquecer o cinema europeu, também ele capaz de produzir bons filmes sempre que se abstrai da pseudo-intelectualidade iluminada de alguns (se bem que tive alguma dificuldade em completar a lista....). Aliás, o vanilla sky é ele próprio um remake do "Abre los ojos" que, ao que parece, é bastante bom...

-No top10 americano devem notar uma certa inclinação por David Fincher nos três primeiros lugares, mas não é propositado (nunca vi sequer tal figura quanto mais idolatrá-lo...) mas o que é certo é que dirige sempre filmes muitos bons.

Top 10 - Andre

1. Magnolia
2. Memento
3. Matrix
4. Mulholland Drive
5. Kill Bill
6. The Lord of the Rings
7. The Sixth Sense
8. Big Fish
9. Star Wars
10. Lost in Translation

- São 10 filmes que gostei bastante mas: a ordem não é necessariamente relevante; certamente terei esquecido alguns que deviam figurar; e é provável que haja um enviesamento em favor de filmes mais recentes.
- No caso de filmes com sequelas, não quero cair no erro fácil (e habitual) de dizer que o primeiro é melhor pelo que coloco toda a sequência de filmes no mesmo ponto.

Tuesday, December 27, 2005

Top 10 de Filmes

Faz mais ou menos um ano que se iniciou este blog. Dado isto, pensei que em género de celebração cada participante criasse um post com um Top 10 de Filmes. Isto é, cada um deve escolher e indicar por ordem os filmes que mais gostaram (independentemente da sua data). O que dizem desta ideia?

EM

Wedding Crashers (2005)



Classificação: 7.5

Género: Comedy/ Romance

Argumento: Os mediadores de divórcios John Beckwith (Owen Wilson) e Jeremy Gray (Vince Vaughn) são sócios no negócio e amigos de longa data, partilhando um único hobby na vida: estragar casamentos! Entre as mais-valias desta actividade frequente encontram-se a oportunidade de se deleitarem com fartos banquetes e os contactos com as não menos aliciantes jovens convidadas que se encontram presentes e que cedem com facilidade às tentativas de sedução do duo (muitos por culpa das suas histórias mirabolantes e dos pequenos shows que encenam, tornando-se quase sempre no centro das atenções).

Comentários: Wedding Crashers é um dos maiores sucessos de bilheteira do mercado norte-americano de 2005. Sim é surpreendente. No entanto, depois de ver o filme diria que este filme não é apenas mais uma comédia. É um filme hilariante, que nos oferece grandes momentos de diversão. Quanto aos actores não gosto totalmente de Owen Wilson. É um actor pouco flexível, no entanto, creio que neste filme está razoável. Melhor estão Vince Vaughn, Rachel McAdams e Will Ferrell (embora a actuação deste última seja curta). Esta comédia não estará no top das melhores comédias (ao contrário da sua posição no box-office) mas vale a pena ver especialmente se quiserem algo leve e divertido.

Monday, December 19, 2005

As Bonecas Russas (2005)


Classificação: 8

Género: Romance / Comédia

Argumento: Eis que cinco anos depois reencontramos Xavier. O jovem escritor ainda não conseguiu completar o seu romance e vai fazendo alguns trabalhos menores para sobreviver. A sua amizade com Martine e Isabelle manteve-se, mas com os restantes foi perdendo o contacto. Acontece que William vai visitá-lo a Paris e diz-lhe que vai para a Rússia atrás do seu amor. Tendo em conta a sua situação profissional e por sugestão de William, Xavier começa a escrever em Londres um guião com Wendy, a irmã de William, enquanto continua em Paris a fazer entrevistas para aqueles para quem escreve as biografias. Percorrendo estações e países o reencontro com os seus velhos amigos de Erasmus, entre Londres e São Petersburgo, vai-lhe proporcionar encontrar o amor da sua vida.


Comentário: Na altura gostei muito do primeiro filme principalmente porque também eu me encontrava em Erasmus. Daí que a minha expectativa relativamente a este filme fosse grande. Além disso, por também eu me encontrar novamente de partida, não podia deixar de ver o filme. O que mais gostei no filme foi o facto das personagens viverem situações comuns, que também nós poderíamos viver, aliado ao facto da acção se desenrolar em diferentes cidades, o que nos permite fazer um pouco de turismo virtual. No filme cada um tem a sua história de amor e os seus problemas próprios, o que faz com que nos identifiquemos com algumas cenas.

Para terminar, um conselho: este filme só deve ser visto depois de se ter visionado o primeiro, “L’Auberge Espagnole”, sob pena de não se entender totalmente algumas partes.
MC

Proof (2005)


Clasificação: 6

Género: Drama

Argumento: Catherine (Gwyneth Paltrow), a filha de Robert (Anthony Hopkins), um matemático brilhante mas mentalmente perturbado (recentemente falecido) é perseguida pelo passado do pai e pelo medo do futuro, temendo que a insanidade do pai possa ser hereditária. Na véspera de celebrar os seus 27 anos, depois de ter passado os seus últimos anos a cuidar do pai, ela tem de lidar não só com a chegada da sua irmã, mas também com um ex-aluno do pai que espera encontrar nos 103 cadernos de apontamentos de Robert algum trabalho que possa mudar a história da Matemática.

Comentário: Neste filme explora-se os elos de união entre genialidade e loucura e as delicadas relações entre pai e filha, mostrando um pouco o universo matemático. Todavia o filme nunca deixa de lembrar uma peça de teatro, falhando a transposição cinematográfica. O filme está repleto de inúmeros flashbacks, alguns deles sem uma ligação coerente. Destaco sem qualquer dúvida o desempenho de Paltrow, bastante mais interessante que o próprio filme, que se caracteriza por inúmeras cenas vulgares.

MC

Saturday, December 10, 2005

Big Fish (2003)


Classificação: 9,5

Género: Drama/Comédia/Fantasia

Comentário: Edward Bloom sempre foi um homem apaixonado e de uma extraordinária imaginação. Desde muito jovem que contas estórias surpreendentes da sua vida, que fascinam todos em seu redor, mas a sua fantástica existência representava um mistério para o seu próprio filho William que, preocupado com a saúde e idade de seu pai tenta descobrir a verdadeira história, separando os factos da ficção e o homem do mito.

Comentário: Da imaginação do realizador Tim Burton, «Big Fish» é um conto surpreendente onde a realidade se confundem numa aventura tão grande como a própria vida. «Big Fish» é uma enorme homenagem à capacidade do sonho transformar a vida. Para além do argumento excelente, o filme prima pelos excelentes dialógos, pela profundidade das personagens e pela boa fotografia. Para mim é sem dúvida uma obra-prima. Está na lista dos meus filmes favoritos.


EM

Sunday, December 04, 2005

Elisabethtown (2005)



Classificação: 3.0

Argumento: Drew Baylor (Orland Bloom), em dada altura estrela de uma empresa líder de calçado desportivo, é despedido em virtude do rotundo fracasso do seu principal projecto de design e consequente prejuízo de milhares de dólares causado pelo fiasco. Como se tudo isso não fosse já suficientemente mau, a situação piora: Drew recebe a notícia da morte do seu pai e tem de regressar à sua terra natal, Elizabethtown, no Kentucky, para recolher os seus restos mortais. Na viagem de avião Drew conhece Claire (Kirsten Dunst) uma hospedeira de bordo com uma energia positiva sem limite que muda o rumo da sua vida. Com a ajuda de Claire, Drew parte à descoberta das infinitas possibilidades para o seu futuro.

Comentário: Ao fim de um ano do início deste blog, atribuo uma nota negativa a um filme. Sinceramente, custou-me imenso aquelas duas horas no cinema. Achei o filme muito mau a todos os níveis. Fujam deste filme, é o meu conselho.

EM

Saturday, November 26, 2005

Harry Potter e o Cálice de Fogo (2005)


Classificação: 8

Género: Aventura/Fantasia

Argumento: Harry Potter, o feiticeiro mais famoso do mundo, começa mais um ano lectivo em Hogwarts vendo-se forçado a participar no perigoso Torneio dos Três Feiticeiros. Simultaneamente, o regresso de Lord Voldemort parece iminente.

Comentário: "See the movie for action, read the book for story" foi um comentário que li ao filme e que me parece realmente muito apropriado. O filme está recheado de efeitos fantásticos, muitos dos quais correspondem quase na perfeição ao que imaginei depois de ler o livro. Acho que dizer isto é já fazer um grande elogio ao filme.

Um dos aspectos engraçados de ver os vários filmes da saga Harry Potter é poder presenciar do desenvolvimento não só físico (aquela Emma Watson, a.k.a. Hermione Granger, está a tornar-se numa bela rapariga) mas também artístico dos actores. Antevejo um grande futuro para a Emma Watson e Daniel Radcliffe.

Um aspecto comum, e menos agradável, que tem vindo a marcar os filmes desta saga é a quantidade de coisas que fica de fora face ao livro. Sei que isto é inevitável mas ainda assim fica um certo amargo de boca. Uma pena não termos visto mais da Taça do Mundo de Quidditch. Li algures que o Mike Newell, realizador deste filme, preferia ter dividido a história em dois filmes. Pessoalmente, acho que também teria optado por essa hipótese. Para mim, este é inequivocamente um dos melhores livros da série e teria merecido essa honra.

Um comentário final para a personagem de Albus Dumbledore. Tenho que expressar o meu profundo desapontamento pela forma como a personagem está a ser representada no grande ecrã. Acho que não me engano se disser que tdos tinhamos em mente um Albus muito mais sóbrio (carrancudo?). Uma pena Ian Mckellen ter recusado o papel.

AL

Thursday, November 24, 2005

In her shoes (2005)


Classificação: 7

Género: Comédia/Drama

Argumento: Maggie (Cameron Diaz) e Rose (Toni Collette) são 2 irmãs totalmente diferentes mas muito próximas. Maggie é irresponsável e incapaz de manter 1 emprego por muito tempo, tem como principal trunfo a sua beleza. Rose é uma advogada bem sucedida, com falta de auto-estima e uns quilos a mais.
Na sequência de um sério desentendimento entre as duas, Maggie descobre a avó materna (Shirley MacLaine) que julgavam morta. Graças a esta descoberta as irmãs voltam a aproximar-se e ultrapassam alguns dos seus problemas e frustrações.

Comentário:Este filme pode parecer apenas mais uma comédia romântica dirigida ao público feminino mas penso que é bastante mais do que isso.
A história consegue prender a atenção durante todo o filme, alternando entre momentos realmente cómicos e momentos dramáticos mas nunca sendo demasiado lamechas.
As actrizes principais têm um bom desempenho principalmente Toni Collette. Cameron Diaz tem aqui um papel mais exigente em termos de representação do que o habitual e consegue dar conta do recado razoavelmente bem. De destacar, também, todo o elenco sénior, com Shirley Maclaine à cabeça, que protagoniza alguns dos momentos mais divertidos do filme.

Conclusão: vale o dinheiro do bilhete e proporciona uns momentos bem passados.

RD

Tuesday, November 22, 2005

Lord of War (2005)

Classificação: 9

Género: Drama / Thriller

Argumento: Este filme, realizado por Andrew Niccol (realizador de Gattaca e Simone, argumentista de The Trumam Show e Terminal de Aeroporto), demonstra a ascensão e a queda de Yuri Orlov (Nicolas Cage), desde o inicio dos anos 80, em Little Odessa, até à década de 90, momento em que se encontra completamente em ascensão, passando por conflitos entre nações: o Médio Oriente, Afeganistão, o Continente Africano (Angola, Moçambique), América do Sul e a Ásia. O filme retrata ainda o seu relacionamento com o seu irmão mais novo (Jared Leto), o seu casamento com uma modelo famosa, e a sua perseguição por um agente federal (Ethan Hawke).

Comentário: Na minha opinião este filme demonstra, com uma abordagem inteligente, uma questão que muitas vezes passa ao lado da agenda internacional, o tráfico de armas. De acordo com o realizador e argumentista, Orlov resulta da conjugação de cinco importantes traficantes de armas e a história que conta é baseada em factos verídicos, o que a torna mais interessante. Este filme fez-me reflectir sobre todo um negócio que emprega milhões de pessoas e que gera biliões de dólares. Para quem tiver interesse em aprofundar este assunto deixo-vos este site: http://www.amnestyusa.org/lordofwar/.

Assim sendo, “Lord of War” acaba por não contar uma história linear, mas sim retalhos da vida de um traficante de armas ao longo dos últimos 20 anos, quer no plano familiar, quer no plano profissional. Destaco ainda uma excelente interpretação de Nicolas Cage, representando Yuri Orlov, o traficante de armas que funciona como guia ao longo de todo o filme. Reparem como a sequência inicial, do nascimento e morte da nossa verdadeira actriz do filme, a bala, é fenomenal assim como a conclusão do filme, que não poderia ser de maior frieza.

MC

Sunday, November 20, 2005

The Constant Gardener (2005)




Classificação: 9,0

Género: Drama/Thriller

Argumento: Numa área remota do norte do Quénia, a activista mais dedicada da região, a brilhante e apaixonada Tessa Quayle (Rachel Weisz), foi encontrada brutalmente assassinada. O companheiro de viagem de Tessa, um médico local, parece ter encontrado a cena e as provas apontam para um crime passional. Sandy Woodrow (Danny Huston), Sir Bernard Pellegrin (Bill Nightly) e os outros membros do Alto Comissariado Britânico assumem que o viúvo de Tessa, o seu modesto colega Justin Quayle (Ralph Fiennes), vai deixar o assunto nas suas mãos. Não podiam estar mais enganados...

EM

Saturday, November 19, 2005

Derailed (2005)


Classificação: 8.5

Género: Drama/Thriller

Argumento: Um Homem e uma Mulher, ambos casados e executivos de sucesso em Chicago, conhecem-se no comboio (Metra) e iniciam um caso. Um mafioso descobre e começa a fazer chantagem com ambos...

Comentário:Bom thriller que fui ver ao cinema. Filmado em Chicago (condição necessária para eu o ver) e com o (previsivel) twist final como se deseja.
Algo estranho ver a Jen num papel tão sério.

AT

Friday, October 21, 2005

Charlie and the Chocolate Factory (2005)


Classificação:9

Género: Aventura/Fantasia

Argumento:Esta é a história de Charlie (Freddie Highmore), um rapaz pobre que adora chocolate e que vive ao lado da maior fábrica de chocolate do mundo. Charlie apenas tem direito a uma barra de chocolate por ano – no dia do seu aniversário, que está mesmo à porta. Willy Wonka (Johnny Depp) é o excêntrico dono da fábrica, onde ninguém entra. Até ao dia em que Wonka lança um concurso que permite aos cinco premiados uma visita guiada pela fábrica. Para Charlie, e para a sua família, a possibilidade do prémio abre a porta ao sonho. "Charlie e a Fábrica de Chocolate" é uma adaptação do clássico homónimo de Roald Dahl, realizada pelo inclassificável Tim Burton, que desde o encantamento de "Eduardo Mãos de Tesoura" e "O Estranho Mundo de Jack" aos delírios de "Marta Ataca" já assinou alguns dos maiores cultos cinematográficos contemporâneos.

Comentário: Começo por dizer que gostei imenso deste filme. Os delírios imaginativos deste realizador oferecem momentos de puro deleite: os cenários são alucinantes, de cor e surrealismo; os diálogos de um humor inteligente e as músicas bastante boas. A tudo isto há que acrescentar os diversos estereótipos unidimensionais dos pecados infantis, representados por cada uma das outras quatro crianças – a mimada Veruca Salt (Winter), o guloso Augustus Gloop (Wiegratz), o viciado em televisão Mike Teavee (Fry) e a competitiva Violet Beauregarde (Robb) – e dos erros adultos (a disciplina excessiva e a condescendência desregrada).
O caminho de castigo e aprendizagem (?) efectuado pelos jovens tem algumas semelhanças com a estrada amarela d’O Feiticeiro de Oz, Willy Wonka tem algo do inadaptado Eduardo Mãos de Tesoura e do sempre criança Peter Pan. Com efeito, a própria fábrica é uma espécie de Terra do Nunca, onde se enfrentam medos e onde a fantasia é a ferramenta que concerta a realidade.
Note-se que em “Finding Neverland” (Marc Forster) Freddie Highmore também acompanhou Johnny Depp, conseguindo já na altura encantar-nos com uma grande interpretação. Prevejo aqui o início de uma grande carreira para um ainda muito jovem actor.Quanto a Depp, está simplesmente genial. É sem dúvida, uma das suas melhores interpretações, digna de ser premiada por um óscar.
A combinação Tim Burton, Johny Depp e Freddie Highmore é perfeita.

EM

Before Sunrise (1995) e Before Sunset (2004)


Classificação: 7,5

Género: Romance

Argumento: Jesse (Ethan Hawke), um jovem americano, e Celine (Julie Delpy), uma estudante francesa, encontram-se pela primeira vez num comboio para Viena. Ele convence-a a desembarcar em Viena e os 2 começam a desenvolver uma intimidade muito grande.

No 2º filme, depois de 9 anos sem se verem, os 2 reencontram-se em Paris e a conversa continua, com a mesma naturalidade de há 9 anos atrás.

Comentário: Confesso que estava um pouco céptico antes de ver o 1º filme. Isto porque custava-me a acreditar que um filme feito quase exclusivamente à base do diálogo de duas personagens pudesse ser interessante. Contudo, parece que os meus receios eram infundados.

A abordagem do filme-diálogo é aqui levada ao extremo e e de forma muito inteligente, plena de humor e sentido do ridículo, ou seja, o cerne das relações humanas. Talvez por serem co-argumentistas Hawke e Delpy são de uma naturalidade e cumplicidade impressionantes. O diálogo flui, em sequências por vezes bastante longas. Sem cair em lamechices nem em estiradas pseudo-intelectuais, assistimos apenas à conversa de dois adultos inteligentes, conscientes das suas fraquezas e virtudes, falando sobre o mundo, política, misticismo, assuntos pessoais. Nos 2 filmes, a conversa começa num tom leve, abrangente, e vai lentamente caminhando para assuntos mais pessoais, mais densos.

No 1º filme, assistimos à descoberta em que Jesse e Celine embarcam acerca um do outro e vemo-los a ganhar cada vez maior intimidade. Na sequela, é mais uma vez impressionante a fluidez dos diálogos, parecendo que estamos de facto a assistir à conversa entre dois seres cúmplices e desencontrados que tentam recuperar em poucas horas uma história que apenas teve um começo. Essa urgência nota-se nos olhares, nas perguntas absurdamente íntimas e numa inegável química entre os actores.

Penso que a beleza do filme está na sua simplicidade e na facilidade com que nos podemos identificar nas conversas entre as 2 personagens. A naturalidade da acção faz também com que queiramos acreditar que aquilo pode acontecer a qualquer um de nós e ficamos então a sonhar com esse dia.

Um comentário final apenas para o final do 2º filme que, embora nos deixe algum sentimento de frustração, é absolutamente delicioso.

AL

Melinda & Melinda (2004)



Classificação: 8

Género: Comédia /Drama

Argumento: Em Nova Iorque, num jantar de amigos, dois autores de teatro discutem se a existência humana é intrinsecamente trágica ou cómica. O episódio de Melinda (Radha Mitchell), uma jovem que interrompe um jantar mundano, dá origem a que eles desenvolvam duas histórias paralelas, que evoluem de forma distinta consoante o género defendido. A comédia romântica e o drama juntam-se neste filme, onde se explora a fragilidade do amor, a infidelidade, o romance, a erosão dos sentimentos e a incapacidade de comunicar.

Comentário: Durante o filme, alternamos entre uma história que se supõe mais séria para outra mais divertida, onde o único elemento comum é Melinda. Ou melhor, o nome do personagem e a actriz que o interpreta são os mesmos, porque de facto são duas histórias distintas.

Nem sequer vale a pena ter a tentação de fazer paralelismos entre os restantes personagens ou as relações entre elas (como eu cheguei a fazer), como se fosse a mesma história desde dois pontos de vista. Não é disso que se trata, mas apenas de um mesmo ponto de partida e de alguns elementos (amor, traição, conquista) que, sendo comuns, podem ser cómicos ou trágicos, dependendo do ponto de vista.

Realizado por Woody Allen e por isso, como não podia deixar de ser, filmado em Nova Iorque e com muito jazz à mistura, o filme é composto por um elenco de actores de "primeira água". Começamos a ver uma tendência no sentido de Allen se ausentar dos seus filmes, mas o seu alter ego continua presente, desta vez dividido por 2 actores, Jonny Lee Miller e Will Ferrel. Destaco o desempenho deste último. Quanto ao restante elenco, gostei especialmente de Chloe Sevigny e Chiwetel Ejiofor, actor que não conhecia, ambos muito convincentes nos seus papéis.

Como curiosidade refira-se que durante as filmagens, Radha Mitchell era a única do elenco a ter todo o guião em mãos. Os restantes actores tinham apenas as referências às cenas em que contracenariam.

Trata-se de um filme onde, mais do que as 2 histórias propriamente ditas, sobressai a forma original de realização e o desempenho do magnífico elenco de actores.

AL

Thursday, October 20, 2005

A Good Woman (A Falsária - 2004)


Classificação: 7,5

Género: Comédia /Romance /Drama

Argumento: Baseado na peça de teatro “O Leque de Lady Windermere” de Oscar Wilde, o filme conta a história de Mrs. Erlynne, uma mulher que viaja atrás de um jovem e rico casal, os Windermere, por forma a garantir a sua subsistência.

Comentário: A acção tem lugar numa estância balnear italiana, na década de 30. É lá que um jovem e abastado casal americano, os Windermere (Mark Umbers e Scarlett Johansson), passa férias com alguns membros da aristocracia britânica, que têm por principal hobbie a má língua. Entretanto, chega aquela vila Mrs. Erlynne (Helen Hunt), uma “cortesã” que vê no jovem senhor Windermere uma forma de passar umas abastadas férias.

Sem ser de uma grande originalidade, a história é suficientemente interessante para nos prender até ao fim e chega mesmo a ser de tal forma envolvente que nos coloca a torcer para que os mal-entendidos se resolvam e tudo acabe em bem.

Quanto aos actores, destaco o regresso ao grande ecrã da magnífica Helen Hunt num papel muito sóbrio mas ao mesmo tempo cheio de perfídia e ironia. Scarlett Johansson está muito bem num papel de menina bem comportada que lhe assenta muito bem. Penso contudo que o seu desempenho acaba ofuscado quer por Helen Hunt quer por Tom Wilkinson. Destaco ainda pela positiva o desempenho do elenco secundário, composto por actores britânicos.

Os diálogos são talvez o que de melhor nos traz o filme. Construídos de forma muito inteligente e sempre com muita sátira à mistura, só pecam por muitas vezes soarem um pouco a clichés.

Em conclusão, acho que se trata de um filme muito agradável e espirituoso, ou como diriam os ingleses very witty.

AL

Saturday, October 15, 2005

The Brothers Grimm (2005)


Classificação: 7,0

Género: Fantasia, Aventura

Argumento: Os folcloristas alemães Wilhelm (Matt Damon) e Jacob Grimm (Heath Ledger) são aqui apresentados como um par de caça-fantasmas e vigaristas do século XIX, que enfrentam diversos espectros numa aldeia assombrada pelas bruxas, por um lobo malvado e por um bosque encantado que gosta de devorar meninas pequenas.Nas suas viagens, esta dupla finge que livra os habitantes de mostros e demónios para assim ganhar dinheiro de forma fácil. Mas, quando são chamados pelas autoridades francesas para ajudarem a desvendar uma série de desaparecimentos misteriosos, vêem-se forçados a enfrentar forças realmente malignas, sob pena de irem parar à guilhotina...

Comentário: Não esperava muito deste filme e talvez por isso tenha saído satisfeito no final. É um filme cheio de fantasia, que cumpre o objetivo de entretenimento e que nos recorda histórias de encantar, fábulas e lendas. Gostei bastante de alguns aspectos técnicos nomeadamente filmagem de determinadas cenas. Tem personagens interessantes nomeadamente a de Cavaldi (interpretada por Peter Stormare). Dado os filmes que estão de momento no cinema poderá ser uma escolha válida...

EM